Sexo
Opinião
Cultura
Atualidades
Finanças
Encontros
Comportamento
Sappho Em Cena
Publicidade
 
Seu Painel
E-mail:
Senha:
Esqueceu a Senha?
Nova aqui? CADASTRE-SE!
 
Pesquisa
Pesquise artigos, novidades e outras informações.
Buscar: OK
 
Informativo
Receba as últimas novidades do Portal Labris.
Nome:
E-mail:
Cadastrar
Descadastrar
  OK
Finanças
 
Enviada em: 02/05/2007
 
Mulheres Boazinhas Não Enriquecem

Faz algum tempo que manuais de auto-ajuda financeira deixaram de ensinar o be-a-bá do orçamento pessoal para focalizarem em algo que vem antes do que fazemos com dinheiro: como nos relacionamos com ele e que importância atribuímos aos nossos merecidos reais. Mulheres Boazinhas Não Enriquecem, dentro da linha de pensamento que acredita que o segredo para um boa saúde financeira está nos nossos comportamentos em relação a dinheiro, não foge a este novo enfoque. Ao longo de 278 páginas, distribuídas em 8 capítulos, a autora Lois P. Frankel não vai lhe ensinar a receita pra enriquecer nem como melhor traçar seu orçamento pessoal, mas irá apontar uma lista de 75 erros no comportamento financeiro feminino que, de acordo com a autora, impedem as mulheres de alcançarem o sucesso no mundo das finanças.

De acordo com Frankel, as mulheres são socialmente induzidas a agirem de forma contrária aos seus interesses: espera-se que as mulheres sejam dóceis, subservientes e que priorizem as necessidades alheias antes de zelarem por si mesmas. Mesmo que tenham sido encorajadas a ganharem seu próprio dinheiro, a pressão social que para que sejam acolhedoras e cooperativas, centrando suas atenções primordialmente nas relações afetivas, faz com que as mulheres não aspirem à riqueza, não consigam se ver como pessoas ricas e sequer busquem a qualificação profissional necessária para gerar riqueza. Para a autora, este é o estereótipo da mulher boazinha.

Quando se refere à definição do que é ser rica, Frankel sai pela tangente, adotando um significado bastante amplo e flexível do termo: ser rica significa ter a capacidade de levar a vida em meio à abundância - seja lá qual for a sua definição de abundância. (...) Quando uso o termo rica, estou me referindo à capacidade de viver sua vida como você quer, sem preocupações financeiras.

Dentre as várias habilidades e comportamentos que o livro visa desenvolver nas mulheres estão a responsabilidade financeira, a sabedoria ao gastar dinheiro, a gestão básica de recursos e ganhos, a escolha pelo investimento em detrimento da poupança e a maximização do potencial financeiro no trabalho. Para tal, a autora propõe um questionário que, se respondido sinceramente, apontará para as áreas onde a leitora apresenta maiores dificuldades. Esta poderá então identificar e refletir sobre os erros em seu comportamento financeiro que a levaram a desenvolver tais deficiências.

Embora a autora se dirija exclusivamente às mulheres heterossexuais, muitas das atitudes e crenças em relação a dinheiro são largamente identificados em mulheres lésbicas. Um exemplo bastante ilustrativo, e que por diversas testemunhamos no nosso nem tão vasto universo sáfico, se encontra no capítulo 3: morar juntas antes de discutir as finanças. Mesmo que nosso modelo de relacionamentos não pressuponha que uma das partes seja a provedora de renda e recursos, corremos o risco de perder nossa independência financeira, de contrair dívidas alheias e de empobrecermos ao longo da relação caso dinheiro não seja abertamente discutido entre as parceiras.

De um modo geral, o livro é estimulante e bastante eficiente no que se propõe: é impossível não se identificar na longa lista de maus comportamentos financeiros e, a partir disso, refletir sobre nossos objetivos e nossa postura em relação a dinheiro. Claro que alguns dos conselhos dados por Lois Frankel esbarram nas diferenças sociais e econômicas entre os mercados brasileiro e estadunidense, o que é responsavelmente apontado pela tradução da obra. Ainda assim, é uma verdade que as observações de Lois sobre as atitudes femininas no que diz respeito a dinheiro encontram eco nas estatísticas mundiais que confirmam a grande desigualdade entre homens e mulheres no que se refere à renda e acúmulo de capital em todas as camadas sociais.

Mesmo para aquelas que acham que dinheiro não traz felicidade ou que não é algo importante para o seu presente e/ou futuro, Mulheres Boazinhas Não Enriquecem traz dicas valiosas para melhor lidar com nossas realidades financeiras. Para quem quer ingressar no jogo financeiro, seja para fazer crescer seu patrimônio ou para conquistar uma maior tranqüilidade monetária, o livro é encorajador e aponta sugestões para faze-lo com maior assertividade. Enfim, Mulheres Boazinhas Não Enriquecem é um ótimo início de conversa para aquelas que estão dispostas a buscarem maiores instrução e conhecimento para prosperarem financeiramente.

 

Título: Mulheres Boazinhas Não Enriquecem
Autora: Lois P. Frankel
Editora: Gente

  • PARTICIPE
Confira os comentários já inseridos sobre este artigo.
solange disse "eu sou do tipo boazinha, 44 anos e sempre ajudando todo mundo = sem carro, sem carteira e sem $$$ Mas eu adotei o segredo! grata!" em 19/09/2007
SILVIA ELIANE CORREA disse "MUITO BEM CONCORDO PLENAMENTE, POR EU SER TÃO BOAZINHA É QUE TALVEZ AS COISAS ACABAM ME ENRROLANDOMAS GOSTARÍADE SABER ONDE ENCONTROESTE LIVRO, EM QUAL LIVRARIA EO ENDEREÇO" em 06/02/2008
Rejane Maria Santos disse "Concordo plenamente com a Solange. Tenho 41 anos de idade, ñ tenho carteira assinada, e quero ajudar todos, enquanto isso tudo que vem em minhas mãos sai voando. Quero tirar essa dúvida porque nós boazinhas sofremos tanto?" em 22/06/2008
silvia cristina disse "Acredito que todo ser humano não deva fugir da sua verdadeira essência. Se voçê for como eu, uma mulher boazinha, que seja! Se não for tente ser justa e fiel a si mesma, dessa maneira voçê será bem mais feliz. Não devemos fugir do que realmente somos, seja lá de que forma isso possa parecer para o mundo, tem que parecer bom e real para nós , senão com o tempo isso nos gerará uma frustração imensa. E quer saber, no frigir dos ovos não podemos agradar todo mundo. Beijão e sejamos felizes!" em 06/03/2010
silvia cristina disse "Acredito que todo ser humano não deva fugir da sua verdadeira essência. Se voçê for como eu, uma mulher boazinha, que seja! Se não for tente ser justa e fiel a si mesma, dessa maneira voçê será bem mais feliz. Não devemos fugir do que realmente somos, seja lá de que forma isso possa parecer para o mundo, tem que parecer bom e real para nós , senão com o tempo isso nos gerará uma frustração imensa. E quer saber, no frigir dos ovos não podemos agradar todo mundo. Beijão e sejamos felizes!" em 06/03/2010
Envie o seu comentário:
Seu nome:
Email:
Sua opinião:
caracteres restantes
 
 
VOLTAR TOPO INICIAL
 
Site Brasileiro LABRIS - Todos os direitos reservados - 2007 Indústria Web