 Sexo casual é um assunto controverso e mexe profundamente como o imaginário coletivo. Um rápida busca pela rede sobre o tema e vamos nos deparar com uma gama infinita de opiniões e discussões que oscilam entre os pólos extremos sobre o prazer pelo prazer: há os que veementemente o condenam, há os que abertamente o praticam.
Entre mulheres, o assunto ainda é especialmente delicado. Ao passo que os tabus que permeiam a livre expressão da sexualidade feminina são paulatinamente quebrados, não é incomum encontrar mulheres que abonimam o sexo puramente recreativo e sem amarras emocionais. Isso não deveria surpreender muito, pois ainda vivemos em uma sociedade na qual as mulheres são ensinadas a abdicar do prazer sexual em detrimento da sua boa reputação. E convenhamos, ninguém quer ser taxada de galinha! Isso vale também dentro do universo lésbico.
Controvérsias e achismos à parte, o propósito deste artigo não é estimular ou reprimir o sexo casual. Mas sim, partindo do princípio que todas temos controle e poder sobre nossos comportamentos sexuais, propor algumas sugestões para que você encontre no sexo recreativo aquilo que procura: prazer, só prazer.
Deixe suas necessidades emocionais de lado.
Quando se entra no jogo do sexo casual, é bom ter em mente que o que se leva é somente sexo. Contente-se em gozar e faze-la gozar, mas não espere mais do que prazer puro e simples. Colo e cafuné não fazem parte desse pacote. Por mais evidente que pareça, essa é a regra mais violada, o que frequentemente dá margem a cobranças infundadas e situações constrangedoras, ou seja, bafão!
Seja clara desde o início. Dizer que você só quer sexo é a pior parte de tudo: você pode perder a gata em segundos se não souber se expressar direito. Ensaie a forma como vai falar. Você não quer parecer convencida nem dura demais, mas tem de ser sincera a partir do primeiro minuto que sexo surge como possibilidade.
Não se justifique com "não faço isso sempre" ou "nunca fiz isso antes".
Mesmo que isso seja verdade, pense bem: você está na cama com uma estranha. Vai se justificar para quem? Caso queira fazer sua breve parceira se sentir especial, trate-a com carinho. Fique longe dos clichès, vai.
Escolha bem sua parceira. Isso tem vários sentidos, mas o mais importante é que você tem gosto, não pressa. Permita-se tempo para sacar melhor quem você vai levar pra cama. Isso vai evitar armadilhas como aquelas chantagens emocionais "você só quer brincar comigo". Não leve pra casa a primeira que der em cima de você - isso é desespero! - nem alguém que dê sinais de não estar emocionalmente preparada para deixar o coração de lado.
Você é responsável por aquilo que cativa... sera?
Talvez isso seja verdade sobre o seu jardim ou sobre o cachorrinho que você acabou de ganhar. Não com pessoas. Somos todas adultas e como tal devemos assumir a responsabilidade pelas coisas que fazemos. Não aceite chantagens emocionais nem acusações chorosas. Caso seja você quem esteja se sentindo usada, ora, cresça ou pare de brincar. É melhor reconhecer que esse jogo não é pra você do que ficar mendigando atenções alheias.
Não pergunte, não conte.
É sexo. É diversão. Não é a Santa Inquisição. Mesmo que esteja morrendo de vontade de saber, jamais pergunte quantas vezes sua transitória parceira transa por transar. A menos que queira ouvir o que não quer ou uma sonora mentira. No caso de você virar a vítima de tal interrogatório, saia pela tangente. Ensaie uma tiradinha estratégica ou prefira um enigmático silêncio. Primeiro porque sua vida sexual é assunto seu. Em segundo lugar, ficar falando por aí de suas conquistas é um tanto deselegante.
Conchinha pós coital: não necessariamente parte do pacote
Você dorme na academia depois de malhar? Dorme na boate depois de passar a noite dançando? Dorme na areia depois de jogar um futebol com as amigas? No sexo por sexo, a menos que você seja explícitamente convidada, não presuma que pode dormir na cama onde esteve brincando. Se o playground foi sua própria cama, não sinta-se obrigada a convidar a outra. Não há problemas em dormir junto depois do sexo, especialmente se ele foi tudo de bom. Mas isso não deve ser compulsório, é uma escolha. Se optarem por passarem a noite juntas, não presuma que está convidada para o café. Seja elegante e tome seu rumo cedo.
Sexo casual é ótimo. Faz com que você se sinta desejada, cuide da aparência, conheça mais sobre seu corpo e explore experiências sexuais diversas. Mas para entrar no jogo do sexo sem compromisso é preciso ter maturidade.Em outras palavras, essa brincadeira não é para todas. Antes de sair jogando, pense bem se está preparada para impor um certo distanciamento e manter o discernimento entre tesão e carência afetiva.
Um último conselho: ficar nesse jogo por muito tempo pode fazer com que você perca contato com suas emoções. Em algum momento, depois de brincar bastante, você pode querer rever seus objetivos e se abrir para relacionamentos mais significativos. Mas até lá, curta ao máximo a brincadeira e delicie-se como quem quiser brincar com você!
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