Sexo
Opinião
Cultura
Atualidades
Finanças
Encontros
Comportamento
Sappho Em Cena
Publicidade
 
Seu Painel
E-mail:
Senha:
Esqueceu a Senha?
Nova aqui? CADASTRE-SE!
 
Pesquisa
Pesquise artigos, novidades e outras informações.
Buscar: OK
 
Informativo
Receba as últimas novidades do Portal Labris.
Nome:
E-mail:
Cadastrar
Descadastrar
  OK
Cultura
 
Enviada em: 18/02/2008
 
A lenda de Billie Jean King

Discriminação, poucas oportunidades profissionais e premiações infinitamente aquém dos valores pagos aos homens; esse era o contexto das mulheres atletas na década de 60. E muito provavelmente esse quadro permaneceria até hoje não fosse por Billie Jean King.
 
Nascida em 1943, no estado da Califórnia, Billie for iniciada no tênis por seus pais por ser este um esporte onde outras mulheres já haviam derrubado algumas barreiras do sexismo e trilhado carreiras profissionais. Durante sua trajetória no tênis, Billie Jean venceria sozinha 12 Grand Slams, 16 Grand Slams em duplas femininas e 11 em duplas mistas. A tenista foi considerada a no1 do mundo por cinco vezes entre 1966 e 1972 e figurou na lista das 10 melhores do mundo por 17 anos.
 
Apesar de seu sucesso nas quadras,  em 1965, após seu casamento com Lawrence King,  Billie abriria seus olhos para a discriminação e tratamento desigual das mulheres no mundo dos esportes.  A partir de então, a batalha por igualdade de pagamento se tornaria um objetivo para o resto da vida da jogadora. Seu primeiro passo foi organizar grupos que protestariam contra o tratamento desigual por causa de gênero.
 
Em 1970, King organizou um boicote ao Torneiro do Southwest Pacific, pois o valor do prêmio para as atletas femininas era de apenas 1500 dólares enquando os competidores masculinos dividiriam  12,500.  A Associação de Tenis estadounidense ameaçou suspender as jogadoras que participavam do boicote, mas King defendeu seus propósitos e organizou um evento próprio. Nasceu então o Torneio Virginia Slims, que  oferecia um prêmio um pouco melhor para suas competidoras: 6500 dólares.
 
Nesse mesmo ano, King envolveu-se sigilosamente com sua secretária, Marilyn Barnett. O relacionamento entre as duas se manteria em segredo por mais de uma década, sendo somente revelado em 1981, quando Marilyn decidiu processar King, exigindo compensação financeira pelos anos que passaram juntas. Depois deste escândalo público, King não teve outra alternativa a não ser se assumir lésbica.
 
Mesmo admitindo que ainda não estava preparada para revelar sua sexualidade publicamente, Billie Jean deu início a batalhas para promover homossexualidade nos esportes. Ela começou campanhas para levantar fundos para prevenção de HIV/AIDS e emprestou seu nome para organizações que apoiavam o avanço profissional de atletas homossexuais. A coragem que demonstrou quando assumiu o papel de ser a primeira atleta proeminente a se assumir lésbica trilhou a estrada para que outros desportistas adotassem o mesmo ato de bravura. A própria Martina Navratilova admite a contribuição do exemplo de King quando essa decidiu assumir sua sexualidade publicamente.  
 
Independente da orientação sexual da atleta, os esforços de Billie Jean King marcaram a história dos esportes para sempre: recentemente o Torneio de Wimbledon se tornou o último dos grandes torneios a equiparar as premiações entre homens e mulheres. Essa enorme conquista talvez tivesse sido impossível não fossem pelos empenho incansável de Billie Jean.
 
Aposentada das quadras, King continua a organizar eventos filantrópicos, foi treinadora de seleção Olímpica de Tênis estadounidense e continua travando inúmeros embates pelo reconhecimento de mulheres e homossexuais nos esportes. Sua determinação e liderança a fizeram mais do que uma representante de comunidades excluídas, mas uma campeã que provou que, apesar dos obstáculos, sempre há um caminho para chegarmos ao sucesso. Nas palavras da própria jogadora, “campeões se arriscam e sentir a pressão é um privilégio”.
 
 
fonte: Lesbianation.com
adaptação: Redação Labris.org

  • PARTICIPE
Confira os comentários já inseridos sobre este artigo.
Adriana Oliveira disse "Fantástico...acredito ser muito bom este livro,irei tomar como lição." em 01/08/2009
Envie o seu comentário:
Seu nome:
Email:
Sua opinião:
caracteres restantes
 
 
VOLTAR TOPO INICIAL
 
Site Brasileiro LABRIS - Todos os direitos reservados - 2007 Indústria Web